Lê, a seguir, 2 comentários a este anúncio institucional, redigidos por alunas das turmas 11.º A e C da ESPBS.
A publicidade é, nos dias de hoje, um dos meios mais utilizados para a captar a atenção do público para um determinado produto ou tema.
Este é um anúncio que tem como principal objectivo alertar-nos para um problema bastante grave da actualidade e mostra-nos um caso muito particular de publicidade. Neste anúncio visualizamos uma espécie de alerta que tem em vista demonstrar-nos o que deve ser um namoro sem violência e avisar-nos para a real existência deste problema.
Apesar de ser um tema muito actual, a violência no namoro não tem sido abordada com todo o impacto que deveria. Este é realmente um dos grandes problemas existentes em diversas relações e acaba por, como não é comentado, ser esquecido e pouco reconhecido como um problema. Habitualmente associamos a violência a pessoas que se encontram casadas ou vivem em união de facto, mas na realidade a violência começa muito antes disso, logo no início do namoro. O facto mais curioso deste género de violência é que ela não se resume só a agressões físicas, mas também psicológicas por parte da pessoa que acaba por exercer um enorme poder sobre a outra. Isto tudo é transmitido através deste anúncio.
Para dar ênfase à seriedade e ao sentimento de tristeza que se associa a este anúncio publicitário, o som deste vídeo tem um ritmo calmo. Esta música, da autoria do grupo musical Deolinda, chama-se “Lisboa não é a cidade perfeita” e tem uma letra em que são demonstrados os defeitos de uma cidade que não é tão perfeita como todos imaginavam. Podemos então dizer que se enquadra no tema do anúncio isto porque o objectivo deste é demonstrar que não existem relações perfeitas, à vista de uns podem até ser, mas na realidade as pessoas não têm noção do que se passa por detrás do casal que visualizam como sendo perfeito e totalmente feliz.
Outros aspectos que são evidenciados neste anúncio são os diferentes estados da relação das personagens. Em certos momentos, vemos um casal alegre, cuja relação não demonstra qualquer tipo de violência. Vemos a imagem do casal feliz e perfeito, e são utilizadas cores claras e alegres associadas ao estado de espírito das personagens. Depois, observamos outro género de cenas em que a imagem é escura e sombria e são demonstrados os reais problemas do casal, constatando-se o medo da personagem feminina, que, após algum tempo, acabamos por perceber que é maltratada. São aqui evidenciados os diferentes contrastes deste anúncio que inicialmente apresenta um tipo de relação e depois outro, isto associado às diferentes cores da imagem observada.
Outro contraste observado é o modo com as duas personagens vêem a relação entre eles. Isto é notório quando ele escreve no tronco da árvore um coração com o nome dos dois, assumindo um ar totalmente satisfeito e feliz. No entanto, a jovem mais tarde acrescenta a palavra “maltrata” entre o nome dele e dela. Aqui vemos que ele não se apercebe do mal que lhe faz ao maltratá-la, não dá relevância ao assunto e continua a ver a relação dos dois como perfeita, vemos isso devido ao enorme sorriso que esboça na cara. Ela, pelo contrário, como é a vítima, acaba por perceber tudo o que de mau existe na relação dos dois e na sua face transparece o seu medo e tristeza.
No desenrolar do anúncio, são-nos dadas algumas informações acerca dos namoros, demonstrando que nem tudo é um mar de rosas e não são só conquistas nem carinho. Vemos que por detrás disso existem 1 em cada 4 casais a sofrer de violência, e o que por vezes vemos não são casais realmente felizes. As aparências iludem e apesar de mostrarem felicidade muitas pessoas também sofrem.
Todo o anúncio assenta num contraste entre o bom de uma relação, como o amor, a cumplicidade, a felicidade, e o mau que há nesta relação, que é a agressão. Visto isto, podemos afirmar que existe um paradoxo ente o lado bom e o lado mau desta relação.
Uma das estratégias usadas para captar a atenção para o tema é o facto de o anúncio, apesar de ser pequeno, ser muito comovente e criar um grande impacto demonstrando a triste realidade das relações. À primeira vista, este não parece ser um grave problema mas na realidade é e afecta muitas pessoas, daí serem necessárias campanhas publicitárias como esta para alertar para a existência destes casos.
O slogan deste anúncio “Namoro violento não é amor” resume tudo o que pretende ser demonstrado e alertado neste anúncio. Leva-nos novamente a reflectir sobre o real conceito de amor, onde não existe maldade nem agressão e as pessoas se sentem seguras uma com a outra. Quando isto não acontece, não nos deparamos com um caso de amor, tal como é dito no slogan.
Na parte final do anúncio, quando visualizamos o slogan, é também mostrado um logótipo de uma mão, com as letras da palavra “Love” escritas nos dedos, que pretende simbolizar a violência e o acto de bater em alguém. Este logótipo realça o slogan porque pretende novamente mostrar a ideia de que existem namoros em que realmente há violência. Portanto, devemos fazer tudo o que podemos para acabar com a violência e o modo mais fácil de fazermos isto é darmos a devida importância ao assunto e divulgá-lo, como é feito através desta campanha publicitária.
Concluímos assim que, tal como é demonstrado neste anúncio, muitas são as jovens que sofrem agressões e o grande problema é que as agressões são sofridas em silêncio, e elas acabam por guardar todos os problemas que têm para si próprias. Isto porque, além de terem medo de provocar uma maior irritação no companheiro, o que pode gerar mais agressões, por vezes têm também medo de repreensões, que podem surgir pela parte de outras pessoas. Apesar de neste anúncio a vítima ser do sexo feminino, isto pode também acontecer ao contrário, mas o sentimento acaba por ser na mesma de dor e sofrimento para a vítima. Daí termos escolhido este anúncio, o facto de este tema merecer ser divulgado e estar tão bem exposto de um modo tão claro e real neste vídeo fez com que nos interessássemos por ele. Violência não é sinónimo de amor e estas duas palavras em nada se relacionam uma com a outra, muito menos os sentimentos que elas implicam. O namoro tem de ser sempre algo bom para ambas as partes e não exclusivamente para uma delas.
Ana Fernandes, Daniela Silva, Jacinta Rodrigues, Joana Almeida, Juliana Rodrigues, Paula Silva, 11.º C
Todos os dias, chegam até nós inúmeros anúncios publicitários. Uns, de carácter mais comercial e outros, como este, de carácter institucional e bastante importantes no alerta da população relativamente aos temas sociais da actualidade.
Como podemos ver, este anúncio alerta-nos para um problema que pode surgir durante o namoro e que, se não for resolvido, se pode prolongar durante o casamento. Falamos então da violência no namoro, que é cada vez mais frequente entre a comunidade jovem de Portugal.
No vídeo em questão, não podemos deixar de reparar nas cores usadas e no sítio em que os protagonistas se encontram. Se virmos com atenção, as cores escuras e sombrias dão-nos a ideia de que existem poucas saídas pelas quais se pode fugir para além de que, podemos facilmente ver que a “rapariga” está a tentar fugir de algum problema e, ao mesmo tempo, tenta acreditar que esse mesmo problema não existe fingindo que toda a situação está bem.
Assim, podemos concluir que a intenção do anúncio publicitário é alertar para as falsas aparências que por vezes existem nos namoros e há uma mensagem muito importante que é transmitida, “onde há violência não há amor”. É importante que as pessoas reflictam sobre a frase que anteriormente citamos porque, de facto, a violência não prova, nem nunca provará, o verdadeiro amor e é de realçar isto vezes sem conta nas nossas mentes!
Por vezes, pensamos que não conseguimos pôr fim a uma determinada situação, mas existem muitas pessoas que com certeza estarão dispostas a ajudar-nos. É só necessário procurá-las e deixarmos de nos fechar sobre o nosso próprio mundo.
Raquel Portela/Helena Cunha/Júlia Machado/Ana Lobo – 11.º A